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Cartas a uma Buscadora

Publicado: Quinta, 25 Abril 2013

 

 

Da Buscadora: Primeira Resposta a uma Carta

 

Bom dia meu amigo,

 

Obrigada pelas palavras sábias que me enviou. Lágrimas de gratidão brotam dos meus olhos. Sem dúvida, que neste momento da minha vida o "silêncio" é de uma importância para sentir e ouvir o Eu Superior.

 

Um GRANDE abraço,
Isabel

 

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Da Buscadora: Segunda Resposta a uma Carta

 

Meu amigo,

 

Quando recebi o seu mail com o Diálogo de Inspiração entre Ramana Maharshi e um Buscador da Verdade Absoluta, senti uma necessidade enorme de abri-lo, embora  estivesse em cima da hora de um compromisso. Abri o mail e, ao lê-lo, percebi que o conteúdo era importante e que O devia ler mais vezes. Imediatamente se apoderou de mim o pensamento e a necessidade de estar em silêncio, já não me apetecia sair, somente queria estar em "silêncio", mas tinha  uma amiga que estava a sofrer, à minha espera, e era importante estar com ela, optei por sair.


Quando li o texto pela 2a vez, percebi-O melhor e lágrimas calmas caíram dos meus olhos como se fossem a água de um rio a deslizar por uma montanha.


Quando li o texto pela 3a vez, senti uma paz intensa e percebi melhor o seu conteúdo. Sinto que devo ler este Diálogo mais vezes.
Obrigado por estar no meu caminho.

 

Um abraço,
Isabel

                                     

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Cara Isabel,


A minha promessa não tinha sido esquecida; esta demora prendeu-se com o facto de só dificilmente eu ter email. 


Mas o que lhe queria acrescentar é o seguinte:

 

Na relação discípulo-Mestre que a mente, necessariamente, cria no jogo da dualidade, somos sempre intuídos pela companhia daqueles que subjectiva-objectivamente nos inspiram e nos apoiam do “invisível “.

 

Como seres humanos, temos habitualmente vários Mestres, mais ou menos “ocultos”, que em geral podem assumir maior ou menor protagonismo nesta ou naquela fase da nossa vida, por razões que a maior parte das vezes não percebemos ainda. O que lhe está a acontecer a si, Isabel, são apenas artifícios periódicos que a engenharia da experiência utiliza. E podem ocorrer sem aviso, por mais de uma vez, numa única existência. E assim vai alcançando novas etapas para a Maioridade. 

 

Os Mestres Jesus Cristo e Maria, mãe de Jesus Cristo encontraram-se na Terra condicionados pelo contexto histórico-geográfico em que viveram e que lhes impossibilitou de expressar mais claramente a vertente Jnani (Conhecimento) e a sua acção prática. Nessas épocas outros, noutras latitudes, fizeram-no mais livremente, como sabemos. Daí a razão de Jesus Cristo muitas vezes ter afirmado que não podia dizer tudo, que depois dele viria o Espírito da Verdade para o fazer. O que está a acontecer. Porém, ambos deixaram-nos um trabalho ilimitado de Bakti (Amor Incondicional, Renúncia ao apego de todo o tipo). Eles são de uma magnitude excelsa. Eternamente nossos Mestres. Nossas referências. A nossa gratidão é interminável. 

 

Ao facto de sentir que a sua ligação-entrega ao seu antigo Mestre se esfumou, então, é altura de buscar, serena e confiadamente, no mais íntimo silêncio do seu ser, quem é que se lhe segue para lhe servir de apoio orientador no “agora”; quem é que lhe irá disciplinar e acalentar nas horas “boas e más”. A sua Natureza subjectiva já vem equipada com essas evidências. Aperceba-se para que lado os sinais interiores e exteriores apontam. Esteja atenta à sua matriz.

 

Porém, como sabe, esteja igualmente sempre avisada de que o conceito de Mestre é uma das muitas "necessidades" que a mente humana, impelida naturalmente pelo desempenho que lhe cabe, justificadamente cria e recorre para atingir o propósito Transcendental. Esse impulso foi criado como instrumento de Sublimação do ego.

 

Entretanto, com o passar dos séculos, fomos ficando esclarecidos, percebendo que o que estava vedado era apenas ignorância da mente. Na realidade, em síntese, o único Mestre que sempre existiu, e vai continuar a existir, é o Sublime Silêncio, a Sublime Solidão. Apenas a Consciência de É, Existir. E uma vez atingida essa percepção, daí não devemos sair. Ou melhor, ao nos distrairmos, devemos regressar vezes sem fim. Postemo-nos decidida e humildemente nessa determinação. Resistindo.

 

Encontrar-se, aparentemente, “sozinha” nesses “momentos” para decidir para que lado deve ir, torna-a cada vez mais sábia; para “si” e para “servir” “aos outros”.

 

Reenvio em Anexos”, Diálogos de Inspiração entre Ramana Maharshi e um Buscador da Verdade Absoluta que lhe pode servir também de inspiração e acalento.

 

Um abraço de amizade,

José

 

 

 

 

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